20130818_141116Um final de semana que vai ficar em nossas retinas e em nossas memórias. Muita luta e muitas surpresas desagradáveis e agradáveis, Victor e sua equipe perseguiram a perfeição e a melhor sintonia possível entre piloto, equipe e auto.

Como estas palavras soltas não dão a dimensão exata do que aconteceu nesta etapa, tentaremos resumir ao máximo os fatos.

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Tudo começou na sexta-feira, quando acontecem 3 treinos. O primeiro treino não foi feito porque a organização não entregou o painel da formula e também “cá pra nós” não fez falta, porque a pista estava suja e gelada. Veio o segundo e o terceiro treino do dia e as coisas foram muito bem, sempre virando abaixo de 1′ 12″.

Revisão feita e possíveis ajustes, fomos para o primeiro treino oficial de sábado, tempo excelente com 1’11″6 igual a mais 3 competidores. Nada mal, estávamos andando com pneus bem desgastados de uma corrida acontecida no autódromo de Santa Cruz.

Bem agora vai começar a narrativa do calvário do Victor e de sua equipe.

Começa o segundo treino e Victor foi auxiliar a equipe do Satti dando algumas voltas para testar seu carro e logo após algumas voltas, voltou para seu auto. Após sua saída para pista com seu carro oficial, logo na primeira volta, quebra o uniball do tramulador do cambio, fim do treino com apenas uma volta.

Vem o terceiro e último treino, uma volta rápida, quebra da homocinética externa da roda traseira esquerda, fim do treino.

Nova revisão da equipe e troca da homocinética, ajustes para tomada de tempo e pneus novos, muita concentração e pista.

Victor até 4 minutos para o final da tomada era o Pole, quando alguns pilotos de equipes diferentes começaram se ajudar “dando o vácuo” para o outro, atitude bem estranha já que eram concorrentes e de diferentes equipes mas faz parte do “jogo”. Victor foi superado ficando em 3o lugar, nada mal para quem estava com a “cara para o vento”.

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Bem, nova revisão no carro pela equipe Nafta e largada da primeira corrida. Logo na saída do box nas primeiras voltas antes do fechamento do box, um ruído anunciava o que seria o fim prematuro da primeira corrida. Ainda no alinhamento antes da largada o carro do Victor quebra na pista e é arrastado pela equipe de segurança do autódromo para o box. Diagnóstico “quebra da homocinética interna da caixa de marcha”. A equipe desmonta e remonta e faltando 4 voltas para o fim coloca Victor na pista, com a finalidade de testar o carro e assim termina a corrida.

De volta ao Box, a equipe desmonta tudo e começa a verificar cada detalhe já que este problema já aconteceu mais 2 vezes este ano. Diagnóstico “o eixo é mais curto do que o padrão do carro” e isto permite espaço lateral e com o tempo quebra ou desmonta. Refeito e corrigido era colocar o Victor na pista e pedir para piloto que largaria de último fazer uma corrida forte e determinada.

Equipe no alambrado, chefe de equipe no rádio, dono da equipe do meu lado na laje do autódromo, todos com vontade de ver nosso piloto na pista, fazendo seu papel.

Victor não decepcionou, nem sua equipe, nem quem veio ver o esporte e as emoções que apenas o automobilismo tem. Largada e começou um show de pilotagem dele e do piloto Rodrigo Elger (que era o penúltimo) e o Victor o último. Foram 25 minutos absolutamente reconfortantes com muitas ultrapassagens e disputas legítimas e éticas, terminando o Victor em segundo e o Elger em primeiro.

O curioso, foi a chegada ao parque fechado após o fim, todos de pé batendo palmas e reconhecendo o que estava ou melhor o que aconteceu naquele autódromo, foi mágico !!!

Agora é se preparar para algo mais, muito mais …

Nota Importante : O locutor do autódromo foi uma atração a parte, realmente emocionou todos.

 

Fonte : Site Kartnet Foto: Maurício Vilela

Fonte : Site Kartnet
Foto: Maurício Vilela

Pela foto retirada do site Kartnet com crédito para o fotógrafo Maurício Vilela, podemos ter uma noção clara do resultado do final de semana. Mas as coisas somente culminaram nesta batida, muito antes, durante a semana as coisas somente deram errado, foram quebras, batida por problema do uniball e dois (2) motores quebrados, na sexta e sábado, fruto das velas NGK compradas no mercado e simplesmente quebravam seu miolo dentro do motor travando o pistão. Nunca havia visto este tipo de problema em toda minha experiência no automobilismo, espero que a NGK honre seu compromisso e pague os mais de 6 motores travados por este problema, uma vergonha. Como a última quebra aconteceu na tomada de tempo Victor largou em 11o lugar.

Foto : Maurício Lima

Foto : Maurício Lima 

Com grande tensão para a largada, Victor se posicionou na fila impar, lado do pole position e fez uma largada excelente, pena que ele não contava que o pole teria problemas e não largaria, foi uma “senhora” panca de frente e por trás, quebrando a frente e a traseira do kart. Agora é mais que nunca ajustar a bagaça e treinar muiiiito e se preparar o melhor possível para próxima etapa de setembro.

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Foto : Maurício Lima

 

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São Paulo – 19 agosto de 2013 : Se tem um esporte que surpreende é o automobilismo, seja na forma, nas intermináveis variáveis que compõe, nas vaidades, enfim é o jogo e não um esporte. Nesta 5a etapa tínhamos a convicção de que teríamos a chance de surpreender e alcançar bons resultados e recuperar os pontos perdidos nas outras etapas por 3 quebras em 3 corridas distintas. Na etapa anterior o carro estava muito bom, estável, muito bem acertado pela nossa equipe e com a revisão dos motores e a equalização para esta etapa todos teriam chances.

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Bem, mas vamos aos fatos e desenrolar dos acontecimentos.

Sexta-feira : Nossa previsão se confirmava, carro ajustado e excelentes tempos com agravante de que o piloto em nada forçou uma condição extrema, tudo muito tranquilo. Na noite de sexta o carro foi revisado para o sábado com condições semelhantes a sexta, sol e frio no início do dia e depois calor com sol a “pino”.

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Sábado – Primeiro treino de sábado e o carro estava ótimo com forte desempenho e Victor cada vez mais ajustado ao traçado, nada a fazer era somente aguardar o segundo treino e buscar pequenas melhorias. No início da tarde começou o segundo treino e as coisas começaram a ficar diferentes, o carro escorregava cada vez mais, o motor começava a perder desempenho, terminando o treino com tempos ruins e muito aquém daquilo que na sexta e no primeiro treino tínhamos aferido.

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Revisão total e encontramos a suspensão traseira esquerda completamente solta, fruto do desgaste natural de um carro de corridas, seja pela uso ou subida em zebras. Realinhamento do chassis e suspensão e verificação no motor ( responsável técnico não identificou nada), mesmo o piloto insistindo que o carro “parava” na reta.

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Seguimos para o terceiro e último treino do dia, carro na pista e logo Victor volta para o box e reclama que o carro “escorregava” muito, ele está muito “traseiro”, perde tração e como o motor não ajuda o tempo não baixa. Na pista novamente, volta a volta melhorando mas abusando muito da segurança com uma tocada muito acima das condições do carro Victor baixa seu tempo mas ainda comunica que o carro está desequilibrado. Última saída do treino, em 3 voltas o pneu  “destalona” ou seja saiu do aro no final de reta a 190 km/h. Controlando o carro conseguiu ainda “estacionar” o carro na grama sem avarias. Isto era o prenúncio do que estava por vir.

A equipe sempre ávida em melhorar, recupera o carro para a tomada de tempo trocando pneus, realinhando o carro e revisando engates. Embora o responsável pelos motores não identificasse problemas, nós da equipe Nafta detectamos que 2(dois) cabos de vela estavam partidos o que considero uma falta gravíssima por parte da avaliação do responsável.

Victor na pista para tomada de tempo e carro ruim, ainda com baixo desempenho do motor e escorregando muito, mesmo com pneus novos, mas com pista fria, especialidade do Victor, volta a volta crava o P3 (terceiro tempo).

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Domingo – Dia de corrida, condições idênticas de pista de sábado. Carros na pista, todos para o grid e uma corrida diferente de outras etapas, até certo ponto monótono, com carros com desempenhos muito diferentes um dos outros, Victor ainda no início tenta competir com os demais mas chega em 4o lugar com uma perda de desempenho do motor e perda de tração do carro volta a volta.

Na segunda corrida, e claramente o desgaste e a perda de potencia fica bem nítida, seja no motor, seja no chassis, Victor termina em um sofrido 5o lugar e cruza a linha de chegada com falhas nos cilindros do motor, terminando em alto giro com 3 cilindros, e o motor não passando dos 5.250 RPMs, um horror.

Fim da etapa e desta vez a única coisa que aprendemos é que “não devemos dar asa a cobra”. Bem agora é verificar como ficou a tabela de pontos e verificar se houve algum ganho nesta etapa.

Nota importante: Nossa equipe, Nafta Motorsport fez de tudo para viabilizar uma participação mais competitiva, mas na nossa opinião faltou um apoio a altura dos demais na parte técnica. Pneus com problema, perda de um pneu no final de reta com altíssimo risco para o piloto e motor com baixíssima performance sem o devido respaldo na identificação da solução.

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