O que aconteceu nesta 5a etapa da Formula Jr.

19/08/13

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São Paulo – 19 agosto de 2013 : Se tem um esporte que surpreende é o automobilismo, seja na forma, nas intermináveis variáveis que compõe, nas vaidades, enfim é o jogo e não um esporte. Nesta 5a etapa tínhamos a convicção de que teríamos a chance de surpreender e alcançar bons resultados e recuperar os pontos perdidos nas outras etapas por 3 quebras em 3 corridas distintas. Na etapa anterior o carro estava muito bom, estável, muito bem acertado pela nossa equipe e com a revisão dos motores e a equalização para esta etapa todos teriam chances.

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Bem, mas vamos aos fatos e desenrolar dos acontecimentos.

Sexta-feira : Nossa previsão se confirmava, carro ajustado e excelentes tempos com agravante de que o piloto em nada forçou uma condição extrema, tudo muito tranquilo. Na noite de sexta o carro foi revisado para o sábado com condições semelhantes a sexta, sol e frio no início do dia e depois calor com sol a “pino”.

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Sábado – Primeiro treino de sábado e o carro estava ótimo com forte desempenho e Victor cada vez mais ajustado ao traçado, nada a fazer era somente aguardar o segundo treino e buscar pequenas melhorias. No início da tarde começou o segundo treino e as coisas começaram a ficar diferentes, o carro escorregava cada vez mais, o motor começava a perder desempenho, terminando o treino com tempos ruins e muito aquém daquilo que na sexta e no primeiro treino tínhamos aferido.

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Revisão total e encontramos a suspensão traseira esquerda completamente solta, fruto do desgaste natural de um carro de corridas, seja pela uso ou subida em zebras. Realinhamento do chassis e suspensão e verificação no motor ( responsável técnico não identificou nada), mesmo o piloto insistindo que o carro “parava” na reta.

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Seguimos para o terceiro e último treino do dia, carro na pista e logo Victor volta para o box e reclama que o carro “escorregava” muito, ele está muito “traseiro”, perde tração e como o motor não ajuda o tempo não baixa. Na pista novamente, volta a volta melhorando mas abusando muito da segurança com uma tocada muito acima das condições do carro Victor baixa seu tempo mas ainda comunica que o carro está desequilibrado. Última saída do treino, em 3 voltas o pneu  “destalona” ou seja saiu do aro no final de reta a 190 km/h. Controlando o carro conseguiu ainda “estacionar” o carro na grama sem avarias. Isto era o prenúncio do que estava por vir.

A equipe sempre ávida em melhorar, recupera o carro para a tomada de tempo trocando pneus, realinhando o carro e revisando engates. Embora o responsável pelos motores não identificasse problemas, nós da equipe Nafta detectamos que 2(dois) cabos de vela estavam partidos o que considero uma falta gravíssima por parte da avaliação do responsável.

Victor na pista para tomada de tempo e carro ruim, ainda com baixo desempenho do motor e escorregando muito, mesmo com pneus novos, mas com pista fria, especialidade do Victor, volta a volta crava o P3 (terceiro tempo).

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Domingo – Dia de corrida, condições idênticas de pista de sábado. Carros na pista, todos para o grid e uma corrida diferente de outras etapas, até certo ponto monótono, com carros com desempenhos muito diferentes um dos outros, Victor ainda no início tenta competir com os demais mas chega em 4o lugar com uma perda de desempenho do motor e perda de tração do carro volta a volta.

Na segunda corrida, e claramente o desgaste e a perda de potencia fica bem nítida, seja no motor, seja no chassis, Victor termina em um sofrido 5o lugar e cruza a linha de chegada com falhas nos cilindros do motor, terminando em alto giro com 3 cilindros, e o motor não passando dos 5.250 RPMs, um horror.

Fim da etapa e desta vez a única coisa que aprendemos é que “não devemos dar asa a cobra”. Bem agora é verificar como ficou a tabela de pontos e verificar se houve algum ganho nesta etapa.

Nota importante: Nossa equipe, Nafta Motorsport fez de tudo para viabilizar uma participação mais competitiva, mas na nossa opinião faltou um apoio a altura dos demais na parte técnica. Pneus com problema, perda de um pneu no final de reta com altíssimo risco para o piloto e motor com baixíssima performance sem o devido respaldo na identificação da solução.

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